E tem aqueles dias que nascem para dar errado. Ela sabia disso, ouviu seu sexto sentido cutucando o dia todo, alertando. Mas deu as costas para ele e insistiu. E lá foi o errado fazendo seu trabalho perfeito. É que quando ele resolve interferir tudo desanda. Alguns esperneiam, outros morrem de ódio, mas nada detém um dia que amanheceu para não dar certo. Ciente disso ela simplesmente desandou a deixar desandado e criou seu próprio final alternativo para um dia perdido. Comprou uma calça de pijama, um par de chinelos, desmontou-se dos saltos e da calça social e vestiu-se rindo de si naquele banheiro apertado. Quando saiu o restante dos passageiros olhou para ela como se visse o Clark Kent entrar no banheiro e sair Super Homem, só que o inverso. Cinderela virando abóbora, já que era quase meia noite.Finalmente ela sentou na poltrona numerada fingindo que aquela era a sua casa e se acomodou. No conforto de casa nenhum dia não termina bem, o errado querendo ou não. E os quilômetros voaram. Já que nem sempre a gente pode mudar o que um dia nasceu para ser, o caminho, pelo menos, merece um detalhe para ser lembrado. Aí, ao invés de contar 'aquele dia que deu tudo errado' você vai dizer 'aquele dia que sabe lá porque eu resolvi colocar um pijama dentro do ônibus'. Bobo, sem motivo, mas confortável.
sexta-feira, 29 de março de 2013
Final alternativo
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