quinta-feira, 13 de março de 2014

Se você disser que eu desgrafio amor...

Desgrafiar: Do Ticionário des + grafia = ausência de representação escrita da palavra
Eu vivia di arrepios.
Arrepiava a cada portugues errado que lia.
Com migo, brrr, ancioso, brr, min, brrrrr
Era de arrepiar a ponta do fio de cabelo na cabessa.
Julgava, criticava, corrijia.
Era peconceito, conhessimento, chatice? Sabia não.
Mim não sabia, mas mim encomodava.
A tal da palavra errada doía.
.
Resolvi me arriscar e viagei pelo mundo.
Uma língua que eu desconhessia, numa terra que eu me entrometi.
Lá ninguém me corrijiu quando eu escrevi menas coisa certa que errada
ninguém rio da minha cara, ninguém pôs-se a me escluir gramaticalmente.
Aos poucos fui entemdendo o quanto era idiota definir alguém por erro ou asserto.
Bem se vê que o inportamte é ser compreendido.
E a tal da palavra errada duía menos, ensinava mais.
Tem tanta istória escondida ortograficamente por aí.
.
Cheguei ao fim desse pençamento sem saber mais se ‘corrigiu’ é com ‘g’ ou com ‘j’.
O célebro meio fundiu, a cabessa meia embaçou.
E vem alguém me perguntar se agente liga? Liga não.
Hoje se tu cantar com voz de bossa que eu desgrafio, amor... eu rio, sorrio, desvio
E desgrafio denovo.
.
Axo mesmo é que essa grafia sem ortografia pega.
E ce pega, sê paciente.
Tem sua grassa, essa desgraça. (;